A pequeníssima epístola de Judas nunca foi tão atual e profética (com o perdão dessa expressão desgastada). O versículo 3 encoraja a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (RC). A expressão "fé que uma vez foi dada aos santos" faz pensar nas novidades teológicas no ambiente cristão (ainda que com cem, duzentos anos ou mais).
A fé dada há dois mil anos já era suficiente para realizar o seu papel e levar-nos a cumprir a carreira proposta. Pensar que essa fé dada uma vez pudesse ou devesse atingir um estágio de evolução ou alcançar posteriormente alguma revelação, por mais privilegiada que fosse, é uma certeza estranha ao Evangelho. A fé dada uma vez aos santos era, por si, pronta e acabada, usando um termo pobre para explicar tamanha riqueza.
Ninguém precisa de uma "nova fé", porque Cristo não está promovendo ou delegando uma fé nova ou diferente da que entregou aos santos há dois mil anos. Alguém está cansado do Evangelho como ele é, é caso admissível. Há irmãos que vivem de novidade em novidade e precisam de estímulo extra para "fazer funcionar" algum mecanismo ou fazer girar alguma roda, mesmo que da fortuna. Mas não há novidade: a fé foi dada uma vez aos santos. Ponto final.
É inconcebível uma nova revelação que já não tenha ocorrido entre os apóstolos, como é impensável alguma nova associação da fé com um ramo da ciência no intuito de fazer a fé ganhar novo vigor, assumir significado renovado e fazer sentido no contexto pós-moderno. Nada disso existe. É preciso muita fé para crer que o homem de hoje - justo hoje! - está redescobrindo um novo jeito de construir sua espiritualidade ou estabelecer diálogo com "outros saberes". Nada disso é necessário. A fé é um caso à parte, independente. Ou você crê ou não crê. Mas remodelar a fé ou o seu significado etimológico para que ela desça ao nosso nível é perversão e por isso, no mesmo versículo, Judas diz que queria escrever sobre a "salvação comum", mas mudou o texto para "encorajar-nos a batalhar pela fé".
Preservar a fé é crucial para manter a salvação sobre a qual ele queria escrever. E ele usa todo o texto da epístola demonstrando quais são as ameaças à fé: falsos irmãos que se desviaram mas permanecem nas reuniões (v. 4); os incrédulos que estão fora da Igreja (v. 5); os pervertidos (v. 10); os egoístas individualistas que são insubmissos (v. 12); os murmuradores (v.16); os escarnecedores (v. 18); os maliciosos (v. 19).
As novidades que têm sido introduzidas na Igreja nos últimos tempós faz da pequena carta de um dos irmãos de sangue de Jesus um verdadeiro "jornal do dia". Leia-a, é curta, apenas 25 versículos da mais clara e saudável revelação. Eu creio na Bíblia como Palavra de Deus e sei que ela está ensinando a verdade para todo aquele que crê que a fé foi dada um vez aos santos... e não precisou de amuleto para andar nem de plástica para parecer nova.
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Este espaço foi criado para discutir diferentes assuntos a partir da cosmovisão cristã. O que pretendo é o debate de ideias e o aprofundamento nas questões que interessam a Igreja de modo geral.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Anote em sua agenda: 1ª edição da FLIC!
Vem aí a 1ª Edição da Feira Literária Internacional Cristã, a FLIC, e você é nosso convidado!
A FLIC é um evento exclusivo para quem aprecia a literatura cristã, seja livreiro ou leitor. (http://www.flic2012.com.br/)
O evento é promovido pela Associação de Editores Cristãos do Brasil (ASEC) e é o primeiro evento exclusivo para o setor de literatura evangélica no país.A Feira contará com a participação de todos aqueles que contribuem para a construção, difusão e fortalecimento da literatura cristã de qualidade no Brasil.
DIAS: 3 a 6 de maio de 2012
HORÁRIO: 10h às 21h
LOCAL: Centro de Eventos São Luís, Rua Luís Coelho, 323 (Próx. à Av. Paulista, São Paulo-SP)
Este evento tem o apoio e participação da Arte Editorial. Visite nosso stand, confira nossos lançamentos e aproveite as promoções exclusivas durante o evento.
A FLIC é um evento exclusivo para quem aprecia a literatura cristã, seja livreiro ou leitor. (http://www.flic2012.com.br/)
O evento é promovido pela Associação de Editores Cristãos do Brasil (ASEC) e é o primeiro evento exclusivo para o setor de literatura evangélica no país.A Feira contará com a participação de todos aqueles que contribuem para a construção, difusão e fortalecimento da literatura cristã de qualidade no Brasil.
DIAS: 3 a 6 de maio de 2012
HORÁRIO: 10h às 21h
LOCAL: Centro de Eventos São Luís, Rua Luís Coelho, 323 (Próx. à Av. Paulista, São Paulo-SP)
Este evento tem o apoio e participação da Arte Editorial. Visite nosso stand, confira nossos lançamentos e aproveite as promoções exclusivas durante o evento.
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Sem cérebro. Sem coração também?
Por 8 votos a 2 o STF aprovou hoje o aborto no caso dos bebês anencéfalos. Brilhante e corajosa a defesa do voto "contra" realizada pelo presidente do Supremo, Ministro Cezar Peluso. Este esclareceu, entre inúmeros pontos ignorados por seus pares, que há grande número de ocorrências de "merencéfalos", bebês sem "parte" do cérebro mas "com encéfalo". E por inúmeros outros brilhantes motivos, especialmente os jurídicos, o aborto constitui, sim, crime contra a pessoa que, "se morre, pressupõe-se estar viva". Foi isso o que aprovou o Supremo: a legalização do crime.
Mas não sou jurista e quero comtentar-me com questão que cabe à minha área, já que fui recriminado no Twitter por um estagiário de direito, este sim merencéfalo, por imaginar que uma decisão dessas carece somente de "argumentos racionais e jurídicos". Escreveu ele que não posso tomar base emocional para uma decisão jurídica como essas, pois que disse a ele da emoção de ouvir no exame de ultrassom o coraçãozinho de um feto batendo três ou quatro vezes mais rápido que o coração de um adulto. Ele não tem filho, nao teve esse prazer.
E o mote do Ministro Marco Aurélio de Mello fói o mesmo, que advogou ser somente os sinais elétricos do cérebro indicadores da possibilidade de vida, esta com as especificidades que, segundo a Lei, conferem possibilidade ou justificativa ou oportunidade de viver ao feto. Definitivamente NÃO.
Será que toda decisão jurídica deve ser fundamentada somente sobre bases racionais? Creio que nem na faculdade de Direito mais chinfrim isso deve ser ensinado.
E quem se diz "cristão", penso, deveria considerar a Bíblia em todos os seus processos de formação de opinião. É inadmissível um cristão que descartei a Bíblia, em quaisquer decisões que precise tomar. Parece ser o caso do estagiário.
Ao ponto. A mais famosa decisão jurídica em favor de uma criança está lá, na Bíblia, em 1Reis 3.16-28. É a famosa passagem da mãe que perdeu seu bebê durante a noite e roubou o bebê da amiga. Esta, reclamando ao Rei Salomão, ouviu dele: "'Tragam-me uma espada'. Trouxeram-lhe. 'Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra'." O resultado óbvio foi: "A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: 'Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela. Não a mate!'." (v. 26).
Que parece essa decisão? A palavra da mãe, penso, deve ser ouvida, não? As razões da outra mãe, a que matara involuntariamente o seu filho, abandonou a ideia de permanecer com um filho que não era seu e anuiu à divisão do bebê em duas partes.
O juiz Salomão (lembremos que o judiciário era atribuição dos reis à época) deu voto de minerva justamente à voz da emoção, não da razão.
A história mostra que legislar exclusivamente em função da razão cria monstros perturbadores. Sabemos que Hitler e sua raça ariana eram, ao menos em parte, frutos das reflexões de Nietzche que já havia proclamado que Deus era carta fora do baralho quando escreveu: "Nós matamos Deus" (eu conheço o contexto da citação).
Uma sociedade que pensa mas não sente está igualmente condenada à morte, à eugenia social. Pessoas são seres complexos e constituídos de razão e emoção, mente e alma, cérebro e coração. O apóstolo Paulo diz que devemos ter a mente de Cristo, que precisamos cultuar racionalmente, mas ele mesmo escreveu 1Corintios 13, o clássico capítulo do amor. Desconheço quem ama racionalmente, com o cérebro. As emoções estão lá e outro ministro, Ayres Brito, falou em "amor inclusive ao bebê" quando defendeu o aborto. A mãe, da passagem de Salomão amou "movida pela compaixão materna". A versão Corrigida da Bíblia diz que "suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho". Lá estavam as emoções defendendo a vida, enquanto a razão da falsa mãe dizia: "Corte, a criança ao meio" (v. 26, NVI).
No passado, os escritos de diferentes tribos remetiam os sentimentos vitais mais profundos a alguns órgãos do corpo humano. Rins, intestinos, ventre e principalmente coração. Os próprios judeus usavam coração e rins em seus textos, além de "entranhas". A parte vital, que determinava até mesmo a morte pelo afastamento de Deus, segundo esse entendimento, nunca foi o cérebro, nem parte dele.
É, senhores Ministros. O dito popular declara que homens maus, como pedófilos, estupradores e assassinos, e mesmo políticos que roubam verbas que deveriam ir para a saúde, educação e saneamento básicos, são pessoas "sem coração". Poderíamos colocar em votação a legalização da morte nesses casos também?
Siga-me no Twitter: @magnopaganelli
Mas não sou jurista e quero comtentar-me com questão que cabe à minha área, já que fui recriminado no Twitter por um estagiário de direito, este sim merencéfalo, por imaginar que uma decisão dessas carece somente de "argumentos racionais e jurídicos". Escreveu ele que não posso tomar base emocional para uma decisão jurídica como essas, pois que disse a ele da emoção de ouvir no exame de ultrassom o coraçãozinho de um feto batendo três ou quatro vezes mais rápido que o coração de um adulto. Ele não tem filho, nao teve esse prazer.
E o mote do Ministro Marco Aurélio de Mello fói o mesmo, que advogou ser somente os sinais elétricos do cérebro indicadores da possibilidade de vida, esta com as especificidades que, segundo a Lei, conferem possibilidade ou justificativa ou oportunidade de viver ao feto. Definitivamente NÃO.
Será que toda decisão jurídica deve ser fundamentada somente sobre bases racionais? Creio que nem na faculdade de Direito mais chinfrim isso deve ser ensinado.
E quem se diz "cristão", penso, deveria considerar a Bíblia em todos os seus processos de formação de opinião. É inadmissível um cristão que descartei a Bíblia, em quaisquer decisões que precise tomar. Parece ser o caso do estagiário.
Ao ponto. A mais famosa decisão jurídica em favor de uma criança está lá, na Bíblia, em 1Reis 3.16-28. É a famosa passagem da mãe que perdeu seu bebê durante a noite e roubou o bebê da amiga. Esta, reclamando ao Rei Salomão, ouviu dele: "'Tragam-me uma espada'. Trouxeram-lhe. 'Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra'." O resultado óbvio foi: "A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: 'Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela. Não a mate!'." (v. 26).
Que parece essa decisão? A palavra da mãe, penso, deve ser ouvida, não? As razões da outra mãe, a que matara involuntariamente o seu filho, abandonou a ideia de permanecer com um filho que não era seu e anuiu à divisão do bebê em duas partes.
O juiz Salomão (lembremos que o judiciário era atribuição dos reis à época) deu voto de minerva justamente à voz da emoção, não da razão.
A história mostra que legislar exclusivamente em função da razão cria monstros perturbadores. Sabemos que Hitler e sua raça ariana eram, ao menos em parte, frutos das reflexões de Nietzche que já havia proclamado que Deus era carta fora do baralho quando escreveu: "Nós matamos Deus" (eu conheço o contexto da citação).
Uma sociedade que pensa mas não sente está igualmente condenada à morte, à eugenia social. Pessoas são seres complexos e constituídos de razão e emoção, mente e alma, cérebro e coração. O apóstolo Paulo diz que devemos ter a mente de Cristo, que precisamos cultuar racionalmente, mas ele mesmo escreveu 1Corintios 13, o clássico capítulo do amor. Desconheço quem ama racionalmente, com o cérebro. As emoções estão lá e outro ministro, Ayres Brito, falou em "amor inclusive ao bebê" quando defendeu o aborto. A mãe, da passagem de Salomão amou "movida pela compaixão materna". A versão Corrigida da Bíblia diz que "suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho". Lá estavam as emoções defendendo a vida, enquanto a razão da falsa mãe dizia: "Corte, a criança ao meio" (v. 26, NVI).
No passado, os escritos de diferentes tribos remetiam os sentimentos vitais mais profundos a alguns órgãos do corpo humano. Rins, intestinos, ventre e principalmente coração. Os próprios judeus usavam coração e rins em seus textos, além de "entranhas". A parte vital, que determinava até mesmo a morte pelo afastamento de Deus, segundo esse entendimento, nunca foi o cérebro, nem parte dele.
É, senhores Ministros. O dito popular declara que homens maus, como pedófilos, estupradores e assassinos, e mesmo políticos que roubam verbas que deveriam ir para a saúde, educação e saneamento básicos, são pessoas "sem coração". Poderíamos colocar em votação a legalização da morte nesses casos também?
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
“O estrume de Paulo” ou “A próxima Igreja”
Há muitos cristãos insatisfeitos com tudo, igreja, pastores, doutrinas, instituições, hipocrisia, frieza espiritual. Não é caso novo, quem lê a Bíblia e conhece o mínimo de história do Cristianismo o sabe. E hoje li um artigo, autor conhecido, despindo sua espiritualidade de tudo o que julgou e listou estar errado. E admito com ele: há mesmo uma situação complexa; não vê quem não quer.
A Igreja de hoje convive com situações esquisitíssimas, dentro e fora de si. Umas são novas (neopentecostalismo e nominalismo evangélico), outras apenas mudaram de roupa, como o liberalismo teológico, a crescente perseguição do Estado e de grupos específicos da sociedade. São situações que os cristãos brasileiros só viram nos livros de história, aqueles que viram livros – evidentemente.
Solução? Sempre teve solução para o povo da fé em Deus. Tomemos Paulo e o judaísmo que ele descobriu obsoleto. O que fez quando identificou a insuficiência do judaísmo? Avançou. E deixou rastro. Após exaltar a sublimidade do conhecimento de Cristo em relação à antiga religião disse que considerava as coisas passadas como “esterco”. Quem trabalhou na roça, caso de alguns dos leitores do apóstolo, sabe que esterco não é lixo. Esterco é adubo, fertilizante que dá mais vigor à plantação.
Somente o conhecimento antigo poderia dar suporte e fundamento ao novo. Se Paulo não compreendesse o judaísmo como compreendia, nada de novo faria sentido. Pense em alguém com capacidade equivalente para escrever a carta aos Romanos? Não havia além dele. Mas ainda no texto da carta, Paulo revela que:
Avanço não é recomeço. Não há Igreja a ser jogada fora, desprezada, escarnecida. À medida que amadurecemos precisamos apoiar e incentivar outros a mesma experiência, ajudá-los a avançar como nós. Um capítulo antes o mesmo Paulo disse:
E antes ainda:
A Igreja de hoje chegou aqui porque avançou muitas vezes em conjunto. E ela avançará, arrolando aqueles que a compõem. O organismo espiritual ao qual chamamos “Igreja” tem uma promessa de nunca ser desfeita ou vencida (Mt 16.18). A Igreja é isso aí, com ou sem problemas. Como despir-se dela ou abandoná-la na esperança de uma nova igreja?
A nova igreja de Cristo não existe; existe a nova igreja do anticristo. A nova espiritualidade não existe; existe uma compreensão adequada da espiritualidade que sempre esteve nas Escrituras. Também não existe “uma nova teologia para o século 21”. Existe a teologia bíblica ou uma sociologia arrogante de pensamento teológico; ou uma psicologia travestida de teologia ou uma antropologia disfarçada que procura humanizar o divino.
Nada novo para quem lê a Bíblia ou conhece o mínimo de história do Cristianismo.
Siga-me no Twitter: @magnopaganelli
A Igreja de hoje convive com situações esquisitíssimas, dentro e fora de si. Umas são novas (neopentecostalismo e nominalismo evangélico), outras apenas mudaram de roupa, como o liberalismo teológico, a crescente perseguição do Estado e de grupos específicos da sociedade. São situações que os cristãos brasileiros só viram nos livros de história, aqueles que viram livros – evidentemente.
Solução? Sempre teve solução para o povo da fé em Deus. Tomemos Paulo e o judaísmo que ele descobriu obsoleto. O que fez quando identificou a insuficiência do judaísmo? Avançou. E deixou rastro. Após exaltar a sublimidade do conhecimento de Cristo em relação à antiga religião disse que considerava as coisas passadas como “esterco”. Quem trabalhou na roça, caso de alguns dos leitores do apóstolo, sabe que esterco não é lixo. Esterco é adubo, fertilizante que dá mais vigor à plantação.
Somente o conhecimento antigo poderia dar suporte e fundamento ao novo. Se Paulo não compreendesse o judaísmo como compreendia, nada de novo faria sentido. Pense em alguém com capacidade equivalente para escrever a carta aos Romanos? Não havia além dele. Mas ainda no texto da carta, Paulo revela que:
“Não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Fp 3.13,14)
Avanço não é recomeço. Não há Igreja a ser jogada fora, desprezada, escarnecida. À medida que amadurecemos precisamos apoiar e incentivar outros a mesma experiência, ajudá-los a avançar como nós. Um capítulo antes o mesmo Paulo disse:
“... pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo.” (Fp 2.21)
E antes ainda:
“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” (Fp 2.3)
A Igreja de hoje chegou aqui porque avançou muitas vezes em conjunto. E ela avançará, arrolando aqueles que a compõem. O organismo espiritual ao qual chamamos “Igreja” tem uma promessa de nunca ser desfeita ou vencida (Mt 16.18). A Igreja é isso aí, com ou sem problemas. Como despir-se dela ou abandoná-la na esperança de uma nova igreja?
A nova igreja de Cristo não existe; existe a nova igreja do anticristo. A nova espiritualidade não existe; existe uma compreensão adequada da espiritualidade que sempre esteve nas Escrituras. Também não existe “uma nova teologia para o século 21”. Existe a teologia bíblica ou uma sociologia arrogante de pensamento teológico; ou uma psicologia travestida de teologia ou uma antropologia disfarçada que procura humanizar o divino.
Nada novo para quem lê a Bíblia ou conhece o mínimo de história do Cristianismo.
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Seminário de Atualização para Diáconos e Obreiros
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"Sirvo ao Senhor por mais de trinta anos no diaconato, e nunca vi um trabalho tão profundo como este realizado pelo Pr. Magno Paganelli".
Dc. Epídio Barbosa de Godoy e Neusa de Souza Gogoy
Líderes do Diaconato da Primeira Ig. Batista de Santo André, SP
“O Seminário para diáconos é uma ferramenta inovadora, mais que necessária e de altíssimo teor bíblico e histórico, que tem auxiliado sobremaneira os pastores na tarefa de capacitar seus diáconos nas mais diversas igrejas e denominações. Organizamos duas edições desse seminário, ambas com forte repercussão e impacto nos participantes e, consequentemente, na igreja local.”
Pr. Aécio Ribeiro Filho
Assembleia de Deus Bom Retiro em Guarulhos
"Este é um fabuloso instrumento na preparação de obreiros. Nossas Igrejas estão carentes deste ensinamento e quando há oportunidade de alguém 'de fora' da nossa comunidade local, trazer a mensagem bíblica o efeito é extraordinário. Foi assim na passagem do Pr. Magno Paganelli pela Igreja Batista da Floresta, Nós colhemos maravilhosos frutos na vida de vários oficiais da Igreja."
Pr Silvio Figueiredo
Ig. Batista da Floresta, Belo Horizonte, MG
"O Seminário para Diáconos promovido pelo pastor Magno Paganelli, resultou em um grande despertamento entre os diáconos na igreja. Os diáconos ficaram impactados e motivados a exercer a função com maior expectativa. Valeu a pena fazer o curso."
Bp. Paulo R. Tavares
Assembleia de Deus Catedral da Fé, SP
O Seminário para Diáconos com o Pr. Magno fornece fartos recursos bíblicos e teológicos, históricos e práticos para quem participa. Já realizamos em duas ocasiões em nossa sede".
Pr. Marcos Rodrigues.Assembleia de Deus Bom Retiro em Mogi das Cruzes
"O escritor e palestrante Magno Paganelli é alguém que estudou profundamento a palavra diaconia. Ele tem desenvolvido palestras sobre o tema com profundidade e simplicidade e tem levado muitas pessoas a repensarem a diaconia na igreja. Vale a pena ouvir suas ponderações e construções na visão correta da diaconia bíblica."
Rev. Alcindo Almeida
Igreja Presbiteriana do Brasil, Lapa, SP
"Nós fomos ricamente abençoados com o conteúdo do seminário do Pr. Magno Paganelli. Nossos diáconos foram edificados, ampliaram seus conhecimentos e tiveram contato com uma realidade sobre a diaconia que é pouco ou nada estudada em muitas igrejas que conheço. Ficamos realmente impressionados com algumas informações que foram apresentadas."
Pr. Edson
O Brasil para Cristo, Zona Leste, SP
"Fizemos em nossa região o seminário para diáconos, com o Pr. Magno Paganelli. As expectativas que tínhamos foram todas superadas, pois o conteúdo das quatro palestras é diferenciado, profundo, bíblico e necessário para toda e qualquer igreja séria. Não conheço nada parecido com a proposta desse seminário. Por isso, recomendo."
Pr. Isaias Andrade
Ig. Batista em Pq. Dorotéia, SP
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Questões sobre a formação do Alcorão (1ª parte)
Todo estudante de Teologia sabe que a Bíblia foi preservada por meio de inúmeras (fala-se mesmo em milhares) cópias dos manuscritos originais, já que esses se perderam. A tradição dos pais da Igreja já no primeiro século, além da própria comunidade primitiva, atestou a mensagem que posteriormente foi preservada nos documentos que formaram o cânon.(1) Esses documentos são os que temos disponíveis hoje, sendo 66 livros do Antigo Testamento e 39 do novo Testamento.
A perícia das ciências ligadas ao estudo desses documentos tem atestado o que se afirma e se crê sobre as Escrituras Sagradas do Cristianismo. Arqueologia, paleografia, a historiografia, epigrafia, filologia e muitos outros ramos do saber vêm atestando o que cremos há séculos. Os manuscritos de Qunran ou Do Mar Morto, considerados a maior descoberta arqueológica do Século 20 chancela que a Bíblia usada em todo o mundo é a mesma, deste os primitivos textos do Antigo Testamento. Fato.
Receio que o mesmo não se possa dizer em relação ao Alcorão. Em poucos parágrafos vou indicar cinco flancos nos quais a fé islâmica não pode se apoiar no Alcorão como registro seguro para a fé e a esperança de um dia morar no Paraíso, como desejam os muçulmanos.
1. A tradição e história islâmicas afirmam e insistem que o profeta Mohammad recebeu as revelações que compõem o Alcorão quando estava em meditação em cavernas na Arábia. Mohammad, como se sabe, era analfabeto. Ele não escreveu nada do que lhe foi revelado, mas confiou aos parentes e seguidores a composição do texto. Muitas vezes os transes se davam quando não havia recursos apropriados para registrar as revelações. Seus companheiros escreviam em troncos de árvores, pernas ou ossos de animais mortos, folhas de palmeiras, pedras, esteiras, curtume e sobre o que tivessem à mão. Confiavam na memória ou a recitadores (isso no Século 7 d.C., quando a facilidade de escrita já era bastante difundida e as técnicas já muito avançadas). Essas revelações foram compiladas somente num documento único trezentos anos depois, quando já havia pelo menos 24 variantes dos manuscritos. À exceção de uma compilação de Zid ibn Thabit foi escolhida porque seu dialeto Quraishi era a língua falada por Mohammad. As demais foram queimadas. (2)
2. As dezenas de cópias cuja composição não se combinavam entre si foram destruídas para admitir-se uma. O critério, portanto, não foi a autenticidade, como se verifica na tradição escriba dos manuscritos do Antigo Testamento, por exemplo. Já que dificilmente eram encontradas duas cópias idênticas do Alcorão já no seu nascimento, como se pode atestar a fidedignidade do que foi preservado até hoje? Impossível; e os demais documentos foram queimados, portanto, desfeita toda possibilidade de comparação e verificação.
3. A deficiência flagrante no estilo literário, com excessos de pronomes e carência de substantivos depõe contra um texto sobre o qual se alega ter inspiração divina. Um historiador muçulmano brasileiro afirmou a mim que o texto não é do profeta, mas do próprio Allah. A Bíblia, por sua vez, é rica em seus vários estilos usados pelos cerca de 40 autores. Sua história tem ritmo, sentido, enredo, harmonia, riqueza de detalhes e o vocabulário próprio dos autores mostra a honestidade da inspiração divina que se valeu de autores humanos respeitando o contexto social, político, religioso e cultural de cada um. Questiono a possível de um deus que se mostrou com tamanha beleza literária tivesse depois sofrido de tão profunda falta de inspiração na composição de outro documento de própria autoria.
4. A alta incidência de porções incompreensíveis, mesmo para árabes e tradutores, textos sem sentido, com falta de sentido lógico e raciocínio linear (essas são palavras de tradutores árabes). A tradição islâmica defende ser inapropriado traduzir o Alcorão para qualquer idioma, alegando que o árabe foi escolhido e preservado para esta finalidade e que nenhuma tradução para nenhuma língua existente poderá verter o sentido e a beleza originais. Por isso dizem que quem quiser ler o Alcorão deve aprender o árabe e ler o original. O que os linguistas que não são de tradição islâmica e mesmo alguns muçulmanos mais honestos afirmam não é isso, mas que de fato o texto é complexo e deficiente.
5. As repetições são outro problema do Alcorão. A história do Êxodo, por exemplo, é repetida 27 vezes, curiosamente omitindo a porção principal, que trata da Páscoa, evento fundamental na tradição judaico-cristã. Don Richardson diz que “era a história de púlpito preferida de Maomé”. Detalhes da vida de Abraão são repetidos 24 vezes no Alcorão. A história de Noé se repete 27 vezes. Richardson afirma que isso inflou o texto já reduzido e se essas repetições fossem retiradas o Alcorão seria 40% menor.
Além disso, Mohammad incorporou no seu texto histórias do Antigo Testamento trocando e alterando os originais conforme constam da Bíblia. Por exemplo, na sua narrativa da escolha dos trezentos valentes de Gideão, ele substituiu o juiz Gideão pelo rei Saul. Além de adulterar a fonte, cometeu anacronismo, já que Saul viveu pelo menos 200 anos depois de Gideão. Na Suta 5.23 Mohammad quer contar a história de Josué e Calebe, mas não sabe o nome desses dois personagens e se sai com um vago “dois homens”. Na Sura 2.249 ele confunde Gideão com Saul. Mas essa insistência nas histórias bíblicas tem um motivo: pegar carona na credibilidade e fazer-se herdeiro da tradição judaica e sucessor dos profetas do Antigo Testamento e de Jesus, o que já em seu tempo foi mal visto pelos judeus de Medina e de Meca como também pelos cristãos.
Talvez essa resistência de judeus e cristãos em receber a mensagem de Mohammad explique por que em todo o Alcorão encontramos versos orientando a perseguição especificamente a esses dois grupos.
Que os muçulmanos de todo o mundo possam compreender isso da mesma forma, porque o Deus das páginas da Bíblia não persegue nem a amigos nem a inimigos.
Parte do texto foi adaptado de Islamismo e Apocalipse, do autor, publicado pela Arte Editorial (2012).
(1) Os documentos do Novo Testamento foram canonizados no 3º Concilio de Cartago, em 397 d.C.
(2) CANER, Ergun Mehmet & CANER, Emir Fethi. O islã sem véu: um olhar sobre a vida e a fé muçulmana, pp. 91,92.
A perícia das ciências ligadas ao estudo desses documentos tem atestado o que se afirma e se crê sobre as Escrituras Sagradas do Cristianismo. Arqueologia, paleografia, a historiografia, epigrafia, filologia e muitos outros ramos do saber vêm atestando o que cremos há séculos. Os manuscritos de Qunran ou Do Mar Morto, considerados a maior descoberta arqueológica do Século 20 chancela que a Bíblia usada em todo o mundo é a mesma, deste os primitivos textos do Antigo Testamento. Fato.
Receio que o mesmo não se possa dizer em relação ao Alcorão. Em poucos parágrafos vou indicar cinco flancos nos quais a fé islâmica não pode se apoiar no Alcorão como registro seguro para a fé e a esperança de um dia morar no Paraíso, como desejam os muçulmanos.
1. A tradição e história islâmicas afirmam e insistem que o profeta Mohammad recebeu as revelações que compõem o Alcorão quando estava em meditação em cavernas na Arábia. Mohammad, como se sabe, era analfabeto. Ele não escreveu nada do que lhe foi revelado, mas confiou aos parentes e seguidores a composição do texto. Muitas vezes os transes se davam quando não havia recursos apropriados para registrar as revelações. Seus companheiros escreviam em troncos de árvores, pernas ou ossos de animais mortos, folhas de palmeiras, pedras, esteiras, curtume e sobre o que tivessem à mão. Confiavam na memória ou a recitadores (isso no Século 7 d.C., quando a facilidade de escrita já era bastante difundida e as técnicas já muito avançadas). Essas revelações foram compiladas somente num documento único trezentos anos depois, quando já havia pelo menos 24 variantes dos manuscritos. À exceção de uma compilação de Zid ibn Thabit foi escolhida porque seu dialeto Quraishi era a língua falada por Mohammad. As demais foram queimadas. (2)
2. As dezenas de cópias cuja composição não se combinavam entre si foram destruídas para admitir-se uma. O critério, portanto, não foi a autenticidade, como se verifica na tradição escriba dos manuscritos do Antigo Testamento, por exemplo. Já que dificilmente eram encontradas duas cópias idênticas do Alcorão já no seu nascimento, como se pode atestar a fidedignidade do que foi preservado até hoje? Impossível; e os demais documentos foram queimados, portanto, desfeita toda possibilidade de comparação e verificação.
3. A deficiência flagrante no estilo literário, com excessos de pronomes e carência de substantivos depõe contra um texto sobre o qual se alega ter inspiração divina. Um historiador muçulmano brasileiro afirmou a mim que o texto não é do profeta, mas do próprio Allah. A Bíblia, por sua vez, é rica em seus vários estilos usados pelos cerca de 40 autores. Sua história tem ritmo, sentido, enredo, harmonia, riqueza de detalhes e o vocabulário próprio dos autores mostra a honestidade da inspiração divina que se valeu de autores humanos respeitando o contexto social, político, religioso e cultural de cada um. Questiono a possível de um deus que se mostrou com tamanha beleza literária tivesse depois sofrido de tão profunda falta de inspiração na composição de outro documento de própria autoria.
4. A alta incidência de porções incompreensíveis, mesmo para árabes e tradutores, textos sem sentido, com falta de sentido lógico e raciocínio linear (essas são palavras de tradutores árabes). A tradição islâmica defende ser inapropriado traduzir o Alcorão para qualquer idioma, alegando que o árabe foi escolhido e preservado para esta finalidade e que nenhuma tradução para nenhuma língua existente poderá verter o sentido e a beleza originais. Por isso dizem que quem quiser ler o Alcorão deve aprender o árabe e ler o original. O que os linguistas que não são de tradição islâmica e mesmo alguns muçulmanos mais honestos afirmam não é isso, mas que de fato o texto é complexo e deficiente.
5. As repetições são outro problema do Alcorão. A história do Êxodo, por exemplo, é repetida 27 vezes, curiosamente omitindo a porção principal, que trata da Páscoa, evento fundamental na tradição judaico-cristã. Don Richardson diz que “era a história de púlpito preferida de Maomé”. Detalhes da vida de Abraão são repetidos 24 vezes no Alcorão. A história de Noé se repete 27 vezes. Richardson afirma que isso inflou o texto já reduzido e se essas repetições fossem retiradas o Alcorão seria 40% menor.
Além disso, Mohammad incorporou no seu texto histórias do Antigo Testamento trocando e alterando os originais conforme constam da Bíblia. Por exemplo, na sua narrativa da escolha dos trezentos valentes de Gideão, ele substituiu o juiz Gideão pelo rei Saul. Além de adulterar a fonte, cometeu anacronismo, já que Saul viveu pelo menos 200 anos depois de Gideão. Na Suta 5.23 Mohammad quer contar a história de Josué e Calebe, mas não sabe o nome desses dois personagens e se sai com um vago “dois homens”. Na Sura 2.249 ele confunde Gideão com Saul. Mas essa insistência nas histórias bíblicas tem um motivo: pegar carona na credibilidade e fazer-se herdeiro da tradição judaica e sucessor dos profetas do Antigo Testamento e de Jesus, o que já em seu tempo foi mal visto pelos judeus de Medina e de Meca como também pelos cristãos.
Talvez essa resistência de judeus e cristãos em receber a mensagem de Mohammad explique por que em todo o Alcorão encontramos versos orientando a perseguição especificamente a esses dois grupos.
Que os muçulmanos de todo o mundo possam compreender isso da mesma forma, porque o Deus das páginas da Bíblia não persegue nem a amigos nem a inimigos.
Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! (Ez 33.11).
Parte do texto foi adaptado de Islamismo e Apocalipse, do autor, publicado pela Arte Editorial (2012).
(1) Os documentos do Novo Testamento foram canonizados no 3º Concilio de Cartago, em 397 d.C.
(2) CANER, Ergun Mehmet & CANER, Emir Fethi. O islã sem véu: um olhar sobre a vida e a fé muçulmana, pp. 91,92.
Eu creio assim
A Igreja na Europa e nos Estados Unidos vive uma pálida sombra do vigor que um dia foi a sua maior marca. Isso não significa que ela tivesse vivido um período incomparável de perfeição. Não. Lá nasceram grandes avivamentos e a Reforma. De lá partiram missionários, lá foi elaborada a teologia que nos alcançou, a boa e a, digamos, controversa.
Vou deixar os aspectos técnicos e históricos para outra hora, mas em linhas gerais tivemos a Alemanha como epicentro do pensamento no Século 20, quando a Teologia viveu seu maior apogeu no uso que fez das ciências sociais, e o fez a fim de mostrar-se relevante durante o modernismo. Nesta época as ciências ditavam o tom e diziam no que crer e no que não crer ― ao menos aos demasiadamente preocupados com a racionalidade da vida e da fé.
Ao buscar apoio nas ciências, a Teologia desenvolveu uma dependência tamanha que a afetou radicalmente. Destaque deve ser dado à sociologia que, por lidar com o fenômeno e o discurso religioso, teve as portas abertas e introduziu conceitos que se estabeleceram no ambiente teológico.
O que resulta disso, resumindo, são os modernos teólogos-sociólogos. Converse com um e você logo notará um papo estranho. Ele explica tudo à partir dos pressupostos humanos. Cada aspecto da religião tem um porquê natural, cultural, cujo perfil é tratado perfeitamente por algum argumento sociológico.
Claro que todas as religiões podem ser analisadas sociologicamente, não nego isso. Não admito, mas entendo a aplicação que essa teologia faz da evolução, como também o faz a economia, a biologia e outras. Mas preocupa-me o aspecto religioso, transcendente da questão.
A religião não diminui a ninguém. O Cristianismo em particular exibe os louros de grandes avanços na sociedade Ocidental e basta comparar historicamente os países que permitiram a expansão do Evangelho com os que o proibiram. Por isso não vejo motivo para o Cristianismo como tal (e os cristãos) abrir mão dos elementos sobrenaturais e místicos do seu discurso para tornar-se relevante, interessante ou mesmo palpável ao homem de hoje.
Ao fazer essa faxina incorrem-se dois erros, ao menos. Primeiro, destitui-se a fé do seu próprio objeto. A fé procura o invisível, o improvável, o mistério. O contrário é razão e, portanto, pertence às ciências. E segundo, a fé cristã quando saqueada dos elementos que constituem a sua cosmovisão sobrenatural deixa de ser cristianismo e desce ao nível de qualquer código ético, até mesmo – guardadas as devidas proporções – ateísta.
Aqueles que admitem a Deus de modo diferente dos cristãos também vivem bem com o próximo, preservam a natureza, lutam pela igualdade de direitos, trabalham, pagam impostos. Essa é a norma ética vigente e pessoas de bem procuram esses valores. Muitas até lutam por eles. Jesus, no entanto, não encarnou nem morreu nem ressuscitou para vivermos eticamente. Esse não foi o anúncio feito pelos profetas. Jesus veio para dar-nos vida em abundância, nesta vida e na próxima.
Por isso resisto em eliminar o nascimento virginal, a ressurreição e ascensão do Cristo glorificado e não permuto a esperança no arrebatamento por melhor que seja a teoria ou modelo acadêmico proposto. Espero, como uma criança, a volta de Jesus, que levará a mim e a todos quantos esperam ansiosamente por sua vinda.
Ele nos levará a um céu longe daqui. Trabalho, pago impostos, dou emprego, respeito às leis, preservo a natureza. Isso vai contra o que dizem, que quem espera morar no céu tem deixado as responsabilidades de lado em nome do messianismo que solucionará tudo por aqui. Esse discurso era válido há décadas atrás.
A esperança dos que creem e esperam a Jesus do modo como eu é uma esperança responsável, inclusive com o texto bíblico, e nossos argumentos não são precedidos por nomes como Weber, Berger e outras lendas da sociologia. O que falamos é acompanhado por um firme e convicto “assim diz o Senhor”.
Siga-me no Tweeter: @magnopaganelli
Vou deixar os aspectos técnicos e históricos para outra hora, mas em linhas gerais tivemos a Alemanha como epicentro do pensamento no Século 20, quando a Teologia viveu seu maior apogeu no uso que fez das ciências sociais, e o fez a fim de mostrar-se relevante durante o modernismo. Nesta época as ciências ditavam o tom e diziam no que crer e no que não crer ― ao menos aos demasiadamente preocupados com a racionalidade da vida e da fé.
Ao buscar apoio nas ciências, a Teologia desenvolveu uma dependência tamanha que a afetou radicalmente. Destaque deve ser dado à sociologia que, por lidar com o fenômeno e o discurso religioso, teve as portas abertas e introduziu conceitos que se estabeleceram no ambiente teológico.
O que resulta disso, resumindo, são os modernos teólogos-sociólogos. Converse com um e você logo notará um papo estranho. Ele explica tudo à partir dos pressupostos humanos. Cada aspecto da religião tem um porquê natural, cultural, cujo perfil é tratado perfeitamente por algum argumento sociológico.
Claro que todas as religiões podem ser analisadas sociologicamente, não nego isso. Não admito, mas entendo a aplicação que essa teologia faz da evolução, como também o faz a economia, a biologia e outras. Mas preocupa-me o aspecto religioso, transcendente da questão.
A religião não diminui a ninguém. O Cristianismo em particular exibe os louros de grandes avanços na sociedade Ocidental e basta comparar historicamente os países que permitiram a expansão do Evangelho com os que o proibiram. Por isso não vejo motivo para o Cristianismo como tal (e os cristãos) abrir mão dos elementos sobrenaturais e místicos do seu discurso para tornar-se relevante, interessante ou mesmo palpável ao homem de hoje.
Ao fazer essa faxina incorrem-se dois erros, ao menos. Primeiro, destitui-se a fé do seu próprio objeto. A fé procura o invisível, o improvável, o mistério. O contrário é razão e, portanto, pertence às ciências. E segundo, a fé cristã quando saqueada dos elementos que constituem a sua cosmovisão sobrenatural deixa de ser cristianismo e desce ao nível de qualquer código ético, até mesmo – guardadas as devidas proporções – ateísta.
Aqueles que admitem a Deus de modo diferente dos cristãos também vivem bem com o próximo, preservam a natureza, lutam pela igualdade de direitos, trabalham, pagam impostos. Essa é a norma ética vigente e pessoas de bem procuram esses valores. Muitas até lutam por eles. Jesus, no entanto, não encarnou nem morreu nem ressuscitou para vivermos eticamente. Esse não foi o anúncio feito pelos profetas. Jesus veio para dar-nos vida em abundância, nesta vida e na próxima.
Por isso resisto em eliminar o nascimento virginal, a ressurreição e ascensão do Cristo glorificado e não permuto a esperança no arrebatamento por melhor que seja a teoria ou modelo acadêmico proposto. Espero, como uma criança, a volta de Jesus, que levará a mim e a todos quantos esperam ansiosamente por sua vinda.
Ele nos levará a um céu longe daqui. Trabalho, pago impostos, dou emprego, respeito às leis, preservo a natureza. Isso vai contra o que dizem, que quem espera morar no céu tem deixado as responsabilidades de lado em nome do messianismo que solucionará tudo por aqui. Esse discurso era válido há décadas atrás.
A esperança dos que creem e esperam a Jesus do modo como eu é uma esperança responsável, inclusive com o texto bíblico, e nossos argumentos não são precedidos por nomes como Weber, Berger e outras lendas da sociologia. O que falamos é acompanhado por um firme e convicto “assim diz o Senhor”.
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