Mostrando postagens com marcador islã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador islã. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de março de 2012

O deus do Alcorão é o mesmo Deus da Bíblia?

Mahmoud Ahmadinejad, em discurso nas Nações Unidas,
segura uma Bíblia e o Alcorão.

No post anterior tratei a questão da confusão entre os nomes dados por árabes e judeus a quem chamam “Deus”. Jeová (Yahweh) é o Deus judaico-cristão e árabes e muçulmanos têm Allah como expressão da maior divindade.

A questão equacionou a confusão que não interessa aos cristãos, de confundir a adoração devida a Jeová. Ao profeta do Islã, Mohammad, interessava aproximar-se de judeus e cristãos, pois se conseguisse convencê-los teria muitos possíveis seguidores. Mas Jeová e Allah são essencialmente distintos.

E como podemos saber? Lendo a Bíblia e o Alcorão e comparando. Os teólogos e sábios muçulmanos insistem em que judeus e cristãos coromperam as Escrituras e Mohammad foi enviado por Allah a fim de corrigir isso (é possível ver uma possível contradição nas Suras 4.136 e 10.94, versão Challita). Se fosse o mesmo ser, por que houve descontinuidade da Bíblia para o Alcorão, escrito 600 anos depois de Cristo?

Allah é radicalmente oposto Jeová. O discurso islâmico quando os imigrantes chegam a uma nação sempre foi de paz. Assista a uma entrevista, leia um edital, procure uma manifestação oficial e verá alguém preocupado com o desenvolvimento social, com a educação, com os pobres e devotado às orações, jejuns e espiritualidade. Seria muito bom se o espírito do Islã fosse esse.

A repetida alegação de que o deus do Islã seja o mesmo Deus cristão com nomes diferentes não é verdade. Se um muçulmano pensa assim, está enganado sobre Jeová. Essa afirmação pode ser conferida, pois o Alcorão registra o que estou afirmando.

Allah insistentemente ameaça de sofrimento eterno no inferno ou sofrimentos e castigos, julgamento e perdição uma vez a cada 7,9 versos. Em contraste, no Antigo Testamento isso ocorre uma a cada 774 versos e no Novo Testamento uma a cada 120 versos. No Antigo Testamento, que os muçulmanos acusam de também promover a guerra e a vingança, os castigos representam a menor parte de todo o texto. Sem contar que esses textos precisam ser avaliados à luz de uma exegese séria, que não é feita por eles quando citam a Bíblia. Nem mesmo no estudo do Alcorão se mostram fiéis aos critérios de estudo de textos antigos ou sagrados (hermenêutica). Veja isto:

... a tendência crê na possibilidade do ijtihad (livre) nos demais domínios da vida, e por conseguinte na legitimidade de trocar ou modificar o Texto Religioso [Alcorão e hadiths] em seu sentido interpretativo, segundo os interesses do momento e as circunstâncias da situação.(1) (ênfases acrescentadas)

Que “verdade” é essa que pode ser mudada em função de “interesses do momento e circunstâncias da situação”?

O Alcorão não tem uma sequência de 100 versos sem uma ameaça de perdição no inferno. Dos seus 6.151 versos, 109 deles são versos de guerra, isto é, um a cada 55 versos estimula a guerra.(2) Por esse motivo é preciso entender que se trata de dois seres divergentes.

O Deus judaico-cristão, embora rigoroso com os seus, não tem prazer na morte do ímpio(Ez 33.11), e corrige como qualquer um de nós faria com seus filhos, mas ama, protege, orienta e, principalmente, dá graça, salva generosamente (Ef 2.8,9). Allah não dá garantias de salvação, salvo ao mártir, aquele que “morre pela causa”. Aos demais, é preciso contar com a boa sorte após a morte.

O Islã não comporta a crença da salvação como obra de Deus em favor do pecador. O deus do Islã não salva, mas é rápido e eficiente para enviar os infiéis para o fogo. O hadith 24 diz que o Islã é uma religião que não crê no Salvador vindo de Deus, e apoia a salvação pelas obras:

Ó servos meus, são as vossas obras que computo. E logo vos compensarei por elas.
No comentário de abertura de Os Quarenta Hadiths, o libanês muçulmano Samir El Hayek afirma:

Todas as pessoas nascem sem pecado, e nobres, sendo que não há necessidade de um Salvador. Elas são responsáveis pelo que têm ganho, de bom ou de mal.(3)

Tem devoção e temos a Deus, onde quer que estejas. E depois de haveres cometido uma falta, apressa-te em contrabalançá-la com uma boa obra, pois esta a extirpará. Ademais, convive bondosamente com as pessoas.(4) (tradição Tirmizi)

O professor Hayek afirma não haver Salvador nem a necessidade de um. Os Ditos (5) asseguram ser preciso “lutar contra os idólatras, até que prestem testemunho de que não há outra divindade”.(6) O raciocínio lógico que se obtém da junção desse ensino é o seguinte:

1. Não há Salvador
2. Minhas obras levam-me à salvação
3. Lutar contra os infiéis (judeus e cristãos) é uma obra desejável
4. Para salvar-me, vou combatê-los

Embora o Alcorão chame Allah de “clemente e misericordioso” exaustivamente, o Deus cristão não promove esse pensamento. Paulo diz como cristãos devem encarar todo e qualquer conflito:

... pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Ef 6.12).

Em qualquer situação os cristãos verão as divergências nesta perspectiva; não lutamos no campo físico, pessoal e material, mesmo sabendo que a consequência natural do mundo espiritual ocorra no mundo físico.

(1) ASSAYED, Ayatullah Al-Odhma & ASSADR, Mohammad Baquer. Estudos islâmicos sobre Al-Wilayah e Al Mahdi. São Paulo: Centro Islâmico no Brasil, 2006, p.63.
(2) RICHARDSON, Don. Segredos do Alcorão. Camanducaia: Missão Horizontes América Latina, 2007.
(3) HAYEK, Samir. Os quarenta hadith (ditos), p. 2.
(4) Ibidem, p. 6.
(5) Os Ditos (hadiths ou ahadiths são comentários dos ditos do profeta Mohammad (Maomé) preservados oralmente por seus companheiros e pelos primeiros líderes do Islã.
(6) O Dito 8 diz: “Deus me ordenou lutar contra os idólatras, até que prestem testemunho de que não há outra divindade além do Deus único, e de que Mohammad é o Mensageiro de Deus... Se cumprirem isso, terão salvaguardado suas vidas e seus bens de mim... Deus os fará prestar contas” (Bukhari e Muslin). Ibidem, p. 4.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O que o islamismo ensina a 40 milhões de crianças?

A Guerra dos Seis Dias foi o último tijolo que completou o muro de ódio em meu coração contra os judeus. Mas este muro não foi construído em um dia (ou seis). O alicerce foi feito desde quando era muito pequeno, através de um livro chamado o Alcorão. Mark Gabriel

O autor da citação acima memorizou todo o Alcorão aos doze anos. Filho de uma família com boa condição social, ele pode prosseguir nos estudos, vindo a doutorar-se em história e cultura islâmicas com especialização em Islã e em terrorismo. Viveu no Islã por trinta e quatro anos, tendo sido professor na Universidade Al-Azhar, a mais respeitada e reverenciada do mundo árabe de tradição islâmica.

Ele conta que em sua sala, em uma madrasa, havia cerca de quarenta e cinco meninos.

Dos seis aos doze anos, tive de memorizar duas páginas por dia. E tinha de fazê-lo antes do sol raiar. Todo dia na escola, recitava para meu professor o que memorizara no dia anterior.
Um aluno que não conseguisse recitar a passagem nova geralmente apanhava. Para a surra, o aluno era obrigado a se sentar em uma cadeira e tirar os sapatos e meias. Um dos assistentes do instrutor amarrava as pernas na altura dos tornozelos, deixando-os firmemente juntos. Então, levantava as pernas do aluno até ficarem totalmente esticadas, perpendiculares ao corpo. O instrutor, assim, batia nas solas dos pés com um ramo grosso de palmeira verde, fresco e recém colhido. Como dói! ― e eu fazia de tudo para não apanhar. (1)

Preocupa-me muito a situação dessas madrasas, pela quantidade de alunos recrutados e pelas condições oferecidas em seu ambiente. Considere a estimativa de 40 milhões de alunos!

O professor Mochtar Buchori, pensador ligado à educação e membro do parlamento indonésio pelo Partido Democrático confirma a escassez de professores nas madrasas para disciplinas como inglês, matemática e ciências naturais. No nível aliyah (equivalente ao fundamental avançado), existem em todo o país 661.104 alunos, dos quais 286.308 (43,31%) estão matriculados numa madrasa estatal. O restante, 374.796 alunos (56,70%), estão matriculados em madrasas particulares, financiadas por entidades e milionários ligados à indústria petroleira.

Para atender a esse número de alunos em regime aliyah existem apenas 831 professores de inglês, 852 professores de matemática, 731 professores de física, 425 professores de química, e 480 professores de biologia. Isso significa que, tomado como um todo, a relação professor-aluno é deficitária. Cada professor tem que servir 795 alunos em inglês, 776 estudantes em matemática, 914 alunos em física, 1.555 alunos em química e 1.377 estudantes de biologia. Essas são apenas as estatísticas. A realidade é pior, já que muitas madrasas não têm professores qualificados para essas disciplinas. Com este tipo de condição, como podem os alunos ter uma instrução que leve a uma visão saudável da vida e a um equilíbrio entre a compreensão das exigências da vida neste mundo e os de vida no futuro?

Todos estes fatos e números se resumem a uma coisa: a saber, que em geral esses estudantes permanecerão desequilibrados em sua educação, se manterão desequilibrados em sua atitude perante a vida e permanecerão analfabetos ou semianalfabetos em assuntos relacionados à ciência e tecnologia. Se este tipo de condição irá levá-los a um fundamentalismo radical depende das circunstâncias que existem no seu ambiente educacional. (2)

Há madrasas sendo abertas nos Estados Unidos e em outras nações ocidentais. (3)


(1) GABRIEL, Mark. O islã e os judeus. Belo Horizonte: Dynamus, s/d, p. 36.
(2) Extraído de http://www.hvk.org/articles/0802/66.html em 29.02.2012.
(3) RICHARDSON, Segredos do Alcorão. Camanducaia: Missão Horizontes, 2007, p. 65.